terça-feira, 29 de março de 2011

Mais uma das minhas tentativas de criar um blog.
Essa coisa de todo mundo ficar sabendo minha opinião sobre tudo já foi um tabu pra mim, hoje já não é.
Tenho cada vez mais querendo impor minhas ideias sobre as coisas. Já fui muito passivo, hoje quero agir, falar e sofrer as consequências.
Não que minhas ideias sejam as certas, não que elas vão mudar o mundo, não que elas sejam uteis pra alguém ou pra alguma coisa, entretanto é só isso que a gente vai deixar aqui no mundo, né. Como fomos, como pensamos, como as pessoas pensaram da gente.
Seu José Araújo, meu vozinho, faleceu na tarde do dia 28 de março de 2011.
Ele tinha por volta dos 85 anos, a idade dele sempre foi um mistério pois ele próprio se registrou e também pelos próprios relatos dizia que fugiu de casa com 13 anos, casou com minha vózinha Laura, que também já é falecida, mais tarde, e teve 7 filhos. Há 30 anos vieram pra "cidade". Esteio foi escolhida por eles como lar, pra seus filhos, seus netos, bisnetos.
Hoje estou feliz, sinto que ele sentia falta das brigas com a Vó, sinto que ele já não era o mesmo "Seu Luis" como chamado vulgarmente por todos, sinto que a vida já não era mais tão boa quando ele acordava e não tinha o cafezinho passado pela véia. Sinto que ele ta feliz agora.
As dores acabaram, as idas ao médico que não davam em nada também.
O casal está junto de novo, a vida eterna não acaba.
O que me resta deles hoje é tudo de bom que eles me deixaram, as manhãs quando meus pais iam trabalhar e eu ia assistir desenho na casa da vó Laura, os cafezinhos da vó e bolinhos do vô.
Mas além de todo o superficial, a lição fundamental foi que eu aprendi com meus avózinhos saber lutar e principalmente a ter fé. Por que desses dois eles foram um exemplo pra qualquer um.

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