Começarei a minha apreciação dos textos
com o conceito de gênero, que retrata bem o foco de nossas discussões nos
fóruns, encontrado na página 18 texto de Dagmar Estermann Meyer:
“...Por
último o conceito de gênero propõe, como já destaquei, um afastamento de
análises que repousam sobre uma idéia de papéis/funções de mulher e de homem,
para aproximar-mos de uma abordagem muito mais ampla que considera que as
instituições sociais, os símbolos, as normas, os conhecimentos, as leis, as
doutrinas e as políticas de uma sociedade são constituídas e atravessadas por
representações e pressupostos de feminino e de masculino ao mesmo tempo em que
se estão centralmente implicadas com sua produção, manutenção ou
ressignificação.”
Como já discutimos nos fóruns e textos, a
ideia de feminino retratada antes do século XVII, era de um ser maléfico,
perverso, prosmíscuo, ou seja, esse estereotipo a cerca da mulher foi criado em
torno de um conceito pejorativo de que ela é um ser inferior ao masculino, que
‘não possui o órgão sexual masculino’ por isso não poderia ser classificada
como igual, colocando de lado toda sua subjetividade como um indívíduo que
possui seus anseios e qualidades. É somente com o surgimento da família nuclear
e pela mudança de paradigma quanto às mulheres que Rosseau trás em meados do
século XVIII, é que elas passam a ser vista com outros olhos, entretanto ainda
são apresentadas como “um ser perfeito, porém dentro de suas especialidades” (Silvia
Nunes, pg.19), que nesse caso, seria em provimento total do marido e de seus
filhos.
O conceito de gênero que se desenvolve,
emerge da necessidade de se criar um novo enfrentamento para definirmos os
conceitos de mulher e homem, mais além do que apenas do que física e biologicamente,
mas sim como uma visão holística que abrange o desenvolvimento e os “processos
de construção ou formação histórica, lingüísticas e socialmente determinados” (Jane
Felippe, pg.8). Assim como texto, o vídeo com a temática ‘Mulheres em
transformação e homens em crise’, nos mostra a o que Freud escreve sobre a
definição do sexo (ser feminino, ser masculino) que este é definido não pelo
aspecto biológico, mas sim por conseqüência de um percurso de vida.
Atualmente as características atribuídas
historicamente a homens e mulheres quanto à sua função na sociedade, já não se
sustentam mais em si próprios, pois tomando o exemplo de nossa situação hoje e
fazendo uma comparação histórica há alguns anos atrás, vemos claramente essa
crise que nos é colocada quanto aos homens, que tem ‘perdido’ seu papel de
macho alfa e progenitor de todos os bens, e de outro lado uma ascensão da
mulher que hoje já exerce funções que antes poderiam ser consideradas
masculinas. Vejo essa situação como uma oportunidade para o homem encarar essa
crise e levantar o questionamento de rever qual o seu papel no século XXI,
sendo que as mulheres já podem e tem capacidade de realizar seus feitos.
Levando em conta todos os textos e vídeos
que foram estudados até agora, pude ver que a mulher sempre foi tida como um
ser que teria de ser inferior ao homem. Entretanto, com o tempo e conquistando
seu lugar, lentamente abriu espaço para que ela pudesse se mostrar como pessoa
e que pode ser muito mais que um objeto sexual, muito mais que uma simples progenitora,
que mais membro a ser exposto para a sociedade, que ela pode ser muito mais do
que uma definição que lhe foi imposta ao longo dos tempos. O que nos define como
seres como gênero, e que nos dá essência, é a época em que vivemos, o que
importa realmente nessa discussão são os valores que estão à tona em nossa
época, hoje, e qual tipo de homem e de mulher que podem brotar e já estão
brotando a partir desse contexto.
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